Pelas periferias do Brasil

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Mensagem

 

A mensagem, não,

não é para mim

Estou perdido,

não entendo nada!

Procuro por uma escada

com um único degrau,

bem mais alto que queda.

Bem mais alto!

meus olhos queimam

quando estão abertos!

Fecho os olhos no silêncio.

Continuam a queimar.

Choro escondido

as lágrimas agravam

a queimação dos olhos

avermelhados.

Não!

A mensagem não é para mim.

O Sonho!

Seguramente aquela noite não seria das mais perfeitas, nuvens se aglomeravam sobre edificações dando a cidade um tom sombrio, deixando andantes preocupados como formigas em busca de guarida.

___Quando a chuva emana, ela arrasta com suas águas buliçosas, sujeiras, carros e pessoas. Não dá oportunidade de se salvar, é imparcial, leva quem estiver na frente.  Quando começa a se formar nuvens negras sobre nossas cabeças o negocio é se abrigar antes que ela chegue.

E abrigos aqui são os albergues públicos, as marquises, os viadutos.

Os albergues por infelicidade geral são poucos, mal localizados e não comportavam muitas pessoas e velozmente foram lotados, muitos ficam ao relento e amedrontados com o mau tempo.

Flores aos Ventos

Assisto ao mesmo filme todos os dias, as mesmas cenas e personagens compartilham das desavenças das ruas.

Nelas apresentam roteiros variados, cada ator interpreta um papel diferente, por vezes cruzam seus personagens desgostosos, aflitos, atravancando as sequências que os miseráveis poderiam dar em suas insignificantes existências.

Cada qual garantindo um espaço sob uma marquise.