elefante

O elefante

ao lado da fonte,

declama o poema!

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Coração de pássaro

Vá passarinho, pouse naquele jardim!
Faça dele canteiro florido,
alegre como a vida no ponto de partir.

Descanse lá seu coração!
Diga a elas seus sonhos!
Conheça todas as flores.

Seja você em todas as vidas…
Conquistadas, achadas ou perdidas
no jardim a que a muito lhe espera.
Faça canteiro de pássaros coloridos…
Feito o beijo do primeiro encontro
na casa de todas as flores.

Refaça todas as coisas,
nada deixe no lugar.
Viver é como amar

Tudo é exato, nada faz sentido
no ponto de partida desses jardins floridos.
Coloque o coração a voar nos braços de qualquer flor.
Sinta seu cheiro colorido
espalhando por seus sonhos
branco como a pureza do verdadeiro amor.

Irmãos em todos os tempos

Pelas manhãs.

Pela manhã estarei lá!

Pelo amanhã estarei lá!

Na manhã de amanhã estarei lá.

Onde acontece…

Onde começa…

Onde termina…

O real devaneio.

O verdadeiro caminho.

O falso amor.

Estarei lá!

Onde começa o amanhã.

Com o cheiro de sonho no ar.

Estarei lá!

Na manhã de amanhã!

Refletindo sua imagem no espelho.

Estarei lá!

Pelo amanhã despertando sentimentos.

Onde acontece a fatal realidade

Pela manhã estarei lá!

Onde começa a crescer na criança…

O despertar do sonho matinal.

Onde termina o sofrer.

Pela manhã!

Estarei lá!

Nos intervalos de vidas,

Rebuscada nas fantasias

Outra vez pela manhã.

Estarei lá

Irmãos em todos os tempos

Seu nome

Quis escrever seu nome!

O lápis não deixou…

Forcei o lápis no papel.

O lápis se quebrou.

Quis escrever seu nome!

A caneta também falhou.

Outra vez tentei seu nome.

A tinta da caneta acabou!

Agora escrevo seu nome…

O giz ingrato trincou.

Escrevo seu nome.

O giz esfarelou.

Uma farpa do lápis

minha pele perfurou.

Escrevi seu nome;

com o sangue que pingou.

Escrevi seu nome…

 

Meus Poemas vol. VII

Flores e bandeiras

 

Fugindo do flagrante.

Na terra das flores

Os ventos deslizam levemente,

Transbordam as figuras

Perfumando a mente.

Entre flores e bandeiras

Perdido numa canção.

Descobre-se nas cores todas

O bater do coração!

Canção nua sobre mesa branca,

Revelada por flores aos ventos.

Desligue a televisão

E sente-se ao meu lado.

 

Canto para nascer.

 

Canto para nascer.

Por cantos, ti procurei,
Quase pronto! Para nascer!
Na sua festa vivi vidas anteriores,
Apesar disso, recentemente morri!

Milhares de vezes, em seu canto,
Chorei…
Frases tristonhas,
Escritas, não sei pra quem!

Em carne, me atrelei
Para não morrer,
Sem sua despedida.
Ainda assim, hoje morri!

Somente da vida risquei
Num canto qualquer,
O nome de uma mulher
Sobrepondo as aparições.

O canto é harmonioso,
Sem tempo de ressaltar
O nome de qualquer…

Estou pronto para nascer,
Esquecido de tudo que se passou,
No canto há lucidez
Ritmando coros e refrões

jamais voei!

Jamais voei !
Jamais cantei!
Foi assim…
Contra o desperdício
Que me apropriei.
Do sentimento, ali…
Oferecido com migalhas.
A satisfação era maior
Que a fome da navalha.
Me apropriei
De uma situação,
Eram grãos, farelo de pão,
Na ignorância da fome,
Me apropriei…
Sem saber, tracei minha rota.
A única porta… Entrei!
Vieram tantos, vieram pássaros,
Tantas culpas,
Que, tentei voar.
Prenderam-me as asas…
Cortaram-me a voz,
Tentei cantar aquele poema.
A voz fraca e rouca
Na verdade me fez calar.
Me apropriei…
Tanto que me aproximei
Das linhas da loucura,
Deixei tudo que me é caro
Embrulhado em folha de bananeira.
Se não entende…
Não me condene!
Não me idolatre
Seja apenas outro espectador…
Na mesma imagem que vejo os pássaros.
Me apropriei!