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Irmãos em todos os tempos

Seu nome

Quis escrever seu nome!

O lápis não deixou…

Forcei o lápis no papel.

O lápis se quebrou.

Quis escrever seu nome!

A caneta também falhou.

Outra vez tentei seu nome.

A tinta da caneta acabou!

Agora escrevo seu nome…

O giz ingrato trincou.

Escrevo seu nome.

O giz esfarelou.

Uma farpa do lápis

minha pele perfurou.

Escrevi seu nome;

com o sangue que pingou.

Escrevi seu nome…

 

Meus Poemas vol. VII

Flores e bandeiras

 

Fugindo do flagrante.

Na terra das flores

Os ventos deslizam levemente,

Transbordam as figuras

Perfumando a mente.

Entre flores e bandeiras

Perdido numa canção.

Descobre-se nas cores todas

O bater do coração!

Canção nua sobre mesa branca,

Revelada por flores aos ventos.

Desligue a televisão

E sente-se ao meu lado.

 

jamais voei!

Jamais voei !
Jamais cantei!
Foi assim…
Contra o desperdício
Que me apropriei.
Do sentimento, ali…
Oferecido com migalhas.
A satisfação era maior
Que a fome da navalha.
Me apropriei
De uma situação,
Eram grãos, farelo de pão,
Na ignorância da fome,
Me apropriei…
Sem saber, tracei minha rota.
A única porta… Entrei!
Vieram tantos, vieram pássaros,
Tantas culpas,
Que, tentei voar.
Prenderam-me as asas…
Cortaram-me a voz,
Tentei cantar aquele poema.
A voz fraca e rouca
Na verdade me fez calar.
Me apropriei…
Tanto que me aproximei
Das linhas da loucura,
Deixei tudo que me é caro
Embrulhado em folha de bananeira.
Se não entende…
Não me condene!
Não me idolatre
Seja apenas outro espectador…
Na mesma imagem que vejo os pássaros.
Me apropriei!

pacto de inocência: sentimentos ocultos

www.clubedeautores.com.br/book/242676–Pacto_de_Inocencia,

Pacto de Inocência

Este sonho me atormentou durante todo o dia! Um sonho sem sentido, sem nexo. A rotina protestando por um espaço que oferecesse sentido aos pensamentos frenéticos estipulando uma posologia, feito medicamento que o médico receita. A sanidade em questão é abalada pelas amarrações nas entrelinhas.