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Poemas “Pelas periferias do Brasil”

Leitores de Flores Aos Ventos

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Mensagem

 

A mensagem, não,

não é para mim

Estou perdido,

não entendo nada!

Procuro por uma escada

com um único degrau,

bem mais alto que queda.

Bem mais alto!

meus olhos queimam

quando estão abertos!

Fecho os olhos no silêncio.

Continuam a queimar.

Choro escondido

as lágrimas agravam

a queimação dos olhos

avermelhados.

Não!

A mensagem não é para mim.

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O Sonho!

Seguramente aquela noite não seria das mais perfeitas, nuvens se aglomeravam sobre edificações dando a cidade um tom sombrio, deixando andantes preocupados como formigas em busca de guarida.

___Quando a chuva emana, ela arrasta com suas águas buliçosas, sujeiras, carros e pessoas. Não dá oportunidade de se salvar, é imparcial, leva quem estiver na frente.  Quando começa a se formar nuvens negras sobre nossas cabeças o negocio é se abrigar antes que ela chegue.

E abrigos aqui são os albergues públicos, as marquises, os viadutos.

Os albergues por infelicidade geral são poucos, mal localizados e não comportavam muitas pessoas e velozmente foram lotados, muitos ficam ao relento e amedrontados com o mau tempo.

Meus Poemas vol. VII

Flores e bandeiras

 

Fugindo do flagrante.

Na terra das flores

Os ventos deslizam levemente,

Transbordam as figuras

Perfumando a mente.

Entre flores e bandeiras

Perdido numa canção.

Descobre-se nas cores todas

O bater do coração!

Canção nua sobre mesa branca,

Revelada por flores aos ventos.

Desligue a televisão

E sente-se ao meu lado.

 

Canto para nascer.

 

Canto para nascer.

Por cantos, ti procurei,
Quase pronto! Para nascer!
Na sua festa vivi vidas anteriores,
Apesar disso, recentemente morri!

Milhares de vezes, em seu canto,
Chorei…
Frases tristonhas,
Escritas, não sei pra quem!

Em carne, me atrelei
Para não morrer,
Sem sua despedida.
Ainda assim, hoje morri!

Somente da vida risquei
Num canto qualquer,
O nome de uma mulher
Sobrepondo as aparições.

O canto é harmonioso,
Sem tempo de ressaltar
O nome de qualquer…

Estou pronto para nascer,
Esquecido de tudo que se passou,
No canto há lucidez
Ritmando coros e refrões

jamais voei!

Jamais voei !
Jamais cantei!
Foi assim…
Contra o desperdício
Que me apropriei.
Do sentimento, ali…
Oferecido com migalhas.
A satisfação era maior
Que a fome da navalha.
Me apropriei
De uma situação,
Eram grãos, farelo de pão,
Na ignorância da fome,
Me apropriei…
Sem saber, tracei minha rota.
A única porta… Entrei!
Vieram tantos, vieram pássaros,
Tantas culpas,
Que, tentei voar.
Prenderam-me as asas…
Cortaram-me a voz,
Tentei cantar aquele poema.
A voz fraca e rouca
Na verdade me fez calar.
Me apropriei…
Tanto que me aproximei
Das linhas da loucura,
Deixei tudo que me é caro
Embrulhado em folha de bananeira.
Se não entende…
Não me condene!
Não me idolatre
Seja apenas outro espectador…
Na mesma imagem que vejo os pássaros.
Me apropriei!

pacto de inocência: sentimentos ocultos

www.clubedeautores.com.br/book/242676–Pacto_de_Inocencia,

Pacto de Inocência

Este sonho me atormentou durante todo o dia! Um sonho sem sentido, sem nexo. A rotina protestando por um espaço que oferecesse sentido aos pensamentos frenéticos estipulando uma posologia, feito medicamento que o médico receita. A sanidade em questão é abalada pelas amarrações nas entrelinhas.