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Poemas “Pelas periferias do Brasil”

Leitores de Flores Aos Ventos

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Mensagem

 

A mensagem, não,

não é para mim

Estou perdido,

não entendo nada!

Procuro por uma escada

com um único degrau,

bem mais alto que queda.

Bem mais alto!

meus olhos queimam

quando estão abertos!

Fecho os olhos no silêncio.

Continuam a queimar.

Choro escondido

as lágrimas agravam

a queimação dos olhos

avermelhados.

Não!

A mensagem não é para mim.

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O Sonho!

Seguramente aquela noite não seria das mais perfeitas, nuvens se aglomeravam sobre edificações dando a cidade um tom sombrio, deixando andantes preocupados como formigas em busca de guarida.

___Quando a chuva emana, ela arrasta com suas águas buliçosas, sujeiras, carros e pessoas. Não dá oportunidade de se salvar, é imparcial, leva quem estiver na frente.  Quando começa a se formar nuvens negras sobre nossas cabeças o negocio é se abrigar antes que ela chegue.

E abrigos aqui são os albergues públicos, as marquises, os viadutos.

Os albergues por infelicidade geral são poucos, mal localizados e não comportavam muitas pessoas e velozmente foram lotados, muitos ficam ao relento e amedrontados com o mau tempo.

Irmãos em todos os tempos

Pelas manhãs.

Pela manhã estarei lá!

Pelo amanhã estarei lá!

Na manhã de amanhã estarei lá.

Onde acontece…

Onde começa…

Onde termina…

O real devaneio.

O verdadeiro caminho.

O falso amor.

Estarei lá!

Onde começa o amanhã.

Com o cheiro de sonho no ar.

Estarei lá!

Na manhã de amanhã!

Refletindo sua imagem no espelho.

Estarei lá!

Pelo amanhã despertando sentimentos.

Onde acontece a fatal realidade

Pela manhã estarei lá!

Onde começa a crescer na criança…

O despertar do sonho matinal.

Onde termina o sofrer.

Pela manhã!

Estarei lá!

Nos intervalos de vidas,

Rebuscada nas fantasias

Outra vez pela manhã.

Estarei lá

Irmãos em todos os tempos

Seu nome

Quis escrever seu nome!

O lápis não deixou…

Forcei o lápis no papel.

O lápis se quebrou.

Quis escrever seu nome!

A caneta também falhou.

Outra vez tentei seu nome.

A tinta da caneta acabou!

Agora escrevo seu nome…

O giz ingrato trincou.

Escrevo seu nome.

O giz esfarelou.

Uma farpa do lápis

minha pele perfurou.

Escrevi seu nome;

com o sangue que pingou.

Escrevi seu nome…

 

Meus Poemas vol. VII

Flores e bandeiras

 

Fugindo do flagrante.

Na terra das flores

Os ventos deslizam levemente,

Transbordam as figuras

Perfumando a mente.

Entre flores e bandeiras

Perdido numa canção.

Descobre-se nas cores todas

O bater do coração!

Canção nua sobre mesa branca,

Revelada por flores aos ventos.

Desligue a televisão

E sente-se ao meu lado.

 

Canto para nascer.

 

Canto para nascer.

Por cantos, ti procurei,
Quase pronto! Para nascer!
Na sua festa vivi vidas anteriores,
Apesar disso, recentemente morri!

Milhares de vezes, em seu canto,
Chorei…
Frases tristonhas,
Escritas, não sei pra quem!

Em carne, me atrelei
Para não morrer,
Sem sua despedida.
Ainda assim, hoje morri!

Somente da vida risquei
Num canto qualquer,
O nome de uma mulher
Sobrepondo as aparições.

O canto é harmonioso,
Sem tempo de ressaltar
O nome de qualquer…

Estou pronto para nascer,
Esquecido de tudo que se passou,
No canto há lucidez
Ritmando coros e refrões